O técnico Muricy Ramalho abriu o jogo sobre a negociação com a CBF e com o Fluminense que resultou na permanência dele nas Laranjeiras.
Em entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes, o treinador falou de tudo. Eu, Alexandre Praetzel e Leandro Quesada participamos do papo.
Por que recusou a seleção?
“Não é que eu recusei a seleção. Quem não quer ser o técnico da seleção? Po, é a maior seleção do mundo. Eu apenas cumpri minha palavra. Sei que pra muita gente parece loucura, mas pra mim foi normal”.
Faltou alguma garantia da CBF que o chateou?
“Não teve nada disso. Tem que parar de especulação. O papo foi muito bom. É que para muita gente isso é estranho, mas não pra mim. Tem gente que assina um papel e não liga. Eu cumpro o que prometo”.
Há uma imagem da reunião em que você tenta cumprimentar o Ricardo Teixeira e sua mão ficou no vazio. Algo ali não ficou legal ou foi acaso?
“O papo foi muito bom. Não chegamos nem a falar de valor ou tempo de contrato. Eu tinha que falar com o Fluminense. Foi tudo tão rápido que eu nem tive tempo de avisar ao clube sobre a reunião. Nos falamos depois e ficou tudo certo”.
Você acha que fechou uma porta na CBF?
“Não. Até o presidente concordou que eu tinha que falar com o Fluminense. A conversa foi boa, mas eu já tinha um outro compromisso. São coisas que acontecem e acho que o presidente (Ricardo Teixeira) entendeu”.
Você pensa em comandar a seleção, quem sabe daqui a uns 10 anos…
“Que dez anos o que? Depois do meu contrato com o Fluminense eu paro…(risos)”.